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As 5 camadas do BIM

Measuring Masters
Publicado por Gustavo C. M. Rodrigues em BIM · 26 Setembro 2020
     Quando se está iniciando na área do BIM é comum associar o conceito a projetos em 3 dimensões, que possuem uma renderização de boa qualidade em que os projetos foram feitos em alguma plataforma compatível ao BIM ou em casos mais isolados associar a óculos de realidade virtual. Mas isso é apenas uma das dimensões ou camadas do BIM!

     Cada camada é igualmente importante e amarrada às demais, com isso cada nova dimensão de um processo BIM exige mais complexibilidade do processo e mais entendimento do conceito como um todo para aproveitar o melhor uso das plataformas e realmente fazer jus ao que é difundido como melhora pelo BIM: planejamento, produtividade e custo final.

     Com isso o BIM hoje apresenta 5 camadas:
Quando se está iniciando na área do BIM é comum associar o conceito a projetos em 3 dimensões, que possuem uma renderização de boa qualidade em que os projetos foram feitos em alguma plataforma compatível ao BIM ou em casos mais isolados associar a óculos de realidade virtual. Mas isso é apenas uma das dimensões ou camadas do BIM!
3D – MODELO TRIDIMENSIONAL
     Essa é a dimensão mais utilizada hoje e mais difundida também, pelo fato das plataformas que realizam esse tipo de serviço estar nas mãos de muitos projetistas atualmente. Essa dimensão conta com toda a junção da etapa inicial de briefing e dados técnicos iniciais para a concepção e viabilidades para gerar enfim o desenvolvimento dos projetos.

     Durante o projeto os desenvolvedores devem se atentar aos dados gráficos e informações, pois são segundo esses dados que serão desenvolvidas as próximas dimensões do BIM. Também durante todo o desenvolvimento do projeto, as disciplinas devem ser compatibilizadas utilizando softwares específicos, para encontrar possíveis incoerências entre elas, que por ventura podem ter acréscimo de custo, tempo e retrabalho em tarefas futuras.

4D – INCREMENTO DO TEMPO
     Tal dimensão está relacionada com o planejamento da obra dentro do canteiro de obras. Toda a programação interna e externa na elaboração do projeto e construção deve ser analisada e incluída no planejamento para uma absorção mais real dos custos gerais de todo o trabalho.

     A falta de uso do BIM 4D dentro da organização da obra é o que faz ocorrer prováveis perdas de tempo, material e ineficiências dos trabalhadores, pelo fato de não possuir um cronograma preciso e um planejamento consistente para a elaboração desde o início do processo construtivo. No Brasil hoje é uma das falhas mais constantes nos canteiros de obras o que acaba gerando problemas que tiram o sono dos responsáveis pela obra.

     Fazendo a utilização desta dimensão, com os dados compartilhados e o modelo fidedigno representação gráfica, torna-se muito mais proveitoso todo o trabalho realizado, aumentando a produtividade no canteiro e fazendo o manejo das atividades realizadas para utilizar de maneira eficaz o tempo de execução.

5D – INCREMENTO DO CUSTO
     Embora não se possa chegar em 100% de certeza do custo orçado e do custo real de uma obra, gastos podem ser cortados e otimizados com a inserção do custo na concepção construtiva. Quanto mais a dimensão 4D está colocada em primeiro plano, utilizada e planejada previamente, maior é a assertividade da 5° dimensão do BIM.

     Essa dimensão é focada na obtenção dos dados para a extração dos quantitativos para a predefinição de custos, bem como analisar e estimar os possíveis cenários durante o processo construtivo. Tal etapa também deve contemplar os prováveis impactos que mudanças podem gerar, tendo em vista que tanto a 4D quanto a 5D devem estar interligadas para aumentar a assertividade de tal operação.

6D - AVALIAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE
     Tal dimensão é conhecida por iBIM e vai muito além de sustentabilidade como o termo hoje é difundido pelo globo, o qual muitas vem associado a jardins verticais e lajes verdes. A dimensão da sustentabilidade está associada ao custo total da construção pensando a médio e principalmente a longo prazo.

     O BIM 6D deve fazer sentido para o consumidor final e não a outros no processo construtivo, justamente pelo fato de que é ele que vai usufruir de toda a construção. Com isso, decisões estratégicas devem ser tomadas na fase de briefing e nos projetos para que o uso do local possa ser otimizado e gere economia a longo prazo ao usuário do espaço.

     Além disso, o campo da sustentabilidade abrange também a área de planejamento e controle da obra. Já que uma obra com mais manejo da operação e controle de seus gastos pode render uma economia para o pagante, fazendo assim que ele tome algumas decisões mais rentáveis a longo prazo na edificação.

     As decisões que devem ser tomadas na área de projeto vão além do uso de high tech pra otimizar certos quesitos na fase preliminar, um bom design interno e interrelação entre as disciplinas a todo momento reduz muitos dos problemas que virão com o uso do local. Para exemplificar esse caso, pode-se utilizar um ar condicionado, talvez o consumidor queira apenas um ambiente de temperatura agradável para ficar com a família, com isso os projetistas tem duas decisões: colocar ar condicionado em toda a casa para manter a temperatura ou analisar o design da residência, analisando também a carta solar e outros fatores que influenciarão na permanência na residência. São decisões dessa magnitude que podem redirecionar verba que seria gasta em uma certa área, mas com o manejo correto pode ser utilizada para otimizar ainda mais o uso real da construção.

7D – MANUTENÇÃO DA EDIFICAÇÃO
     Essa dimensão se retém a gestão de todas as informações referentes as etapas da construção. Isso se dá condensando os dados desde a etapa inicial, entrando em detalhes construtivos e de especificações materiais, chegando até as documentações da construção.

     Tendo os detalhes em mãos pode-se prever com certa facilidade a vida útil de tudo que já foi especificado na construção. Isso gera cada vez mais valor ao produto final entregue em BIM, já que os clientes saberão quando deverá ser feita uma manutenção da edificação para prolonga sua vida útil.

     Além de tudo, com esses dados em mãos, se por ventura a edificação precise de uma reforma ou uma adaptação de design o processo é muito mais simples, pois quem irá realizar este trabalho terá tudo em mãos fazendo que a sustentabilidade da construção realmente se faça presente.



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